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Juventude sem esperança

No Brasil, numa pesquisa do Ministério da Saúde e da Universidade de Brasília indica que no segundo semestre de 2007 quase 40% das prostitutas estavam na profissão há, no máximo, quatro anos, fato que seria um indício de que a prostituição estaria ligada à juventude e, quando sentem o tempo passar, ficariam desesperançosas. Já o Centro de Educação Sexual, uma ONG que realiza trabalhos com garotas e garotos de programa do Rio de Janeiro e Niterói, diz que a maioria se prostitui para sobreviver, embora muitas pessoas sonham em encontrar um amor, apesar acreditarem que vão carregar um estigma.

A atividade de prostituição no Brasil em si não é considerada ilegal, não incorrendo em penas nem aos clientes, nem às pessoas que se prostituiem. Entretanto, o incentivo à prostituição e a contratação de mulheres para atuarem como prostitutas é considerado crime, punível com prisão.



- Postado por: Felipe Pugliese às 18h01
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Pagar e cuspir

Geni e o Zepelim
Chico
Buarque/1977-1978

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo
- Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir

Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi
beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não
deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

A sociedade paga para obter os serviços da prostituta e se lambuzar com seus prazeres e ao mesmo tempo cospe, joga pedra, portanto uma sociedade hipócrita.

 



- Postado por: Heloísa Resende às 15h49
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Diversos tipos de violência

Passados quase dois meses da criação deste blog, acho que um dos objetivos principais dos autores foi mostrar o lado das prostitutas. Com o tema violência, a primeira coisa que vem a cabeça de todos é a agressão física. Essa violência, porém, é apenas a parte visível de todos os abusos subjetivos que as garotas de programa convivem em seu cotidiano.

Na verdade, são diversos tipos de violência que elas sofrem. Primeiramente com a linguagem que a sociedade adota. Se pararmos para pensar haverá no mínimo dez nomes diferentes, do mais apropriado até o mais vulgar, assim constituindo uma forma perversa de violência. E essa é uma das questões que a Rede Brasileira de Prostituas trabalha: tentar remover a carga de estigma que envolve a ofensa verbal da população.

Outro tipo de violência que as prostitutas vivenciam é a insistência de chamá-las de vítimas da sociedade e que não tiveram chance de escolha profissional. Relacionado à saúde, muitas pessoas tem como opinião que as garotas de programa são as principais transmissoras de doenças, mas são os clientes que, quase sempre, se recusam a usar preservativo transmitindo diversas doenças sexualmente transmissíveis. Além da própria violência física praticada por clientes e também pelos policiais.



- Postado por: André Gomes às 16h44
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A violência é uma rotina na vida das prostitutas

São diversas as formas de violência que as prostitutas sofrem diariamente. Começam pela linguagem adotada socialmente.

 

Mulheres que na maioria das vezes não tiveram a oportunidade de estudar, seja pela condição financeira, ou por terem que trabalhar desde crianças, estão sendo cada vez mais descriminadas pela sociedade atual.

 

Essa questão foi levantada, pela primeira vez, em 1987. De lá pra cá, muito se avançou até que elas alcançassem o direito de expor suas próprias reivindicações.

Uma nova pesquisa foi feita pelo IBOPE – INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO 2006, e foram coletadas as seguintes informações:

 

De 2004 a 2006 aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica

• 33% apontam a violência contra as mulheres dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade.

• 51% dos entrevistados declaram conhecer ao menos uma mulher que é ou foi agredida por seu companheiro.

54% dos entrevistados acham que os serviços de atendimento a casos de violência contra as mulheres não funcionam.

• 65% dos entrevistados acreditam que atualmente as mulheres denunciam mais quando são agredidas.

• 64% acham que o homem que agride a mulher deve ser preso

 

Com essas informações, podemos ver que as mulheres têm mais coragem de denunciar quando são agredidas, mas falta maior atenção da defensoria pública para ajudá-las e compreende-las.



- Postado por: Priscilla Antunes às 12h44
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A polêmica da estrela

Bruna Surfistinha resolveu não parar depois do blog e lançamento de seus livros. A adaptação de “O doce veneno do escorpião”, primeiro livro editado, em longa-metragem está previsto para 2008, com direção de Marcus Baldini e roteiro de Antonia Pellegrino. O filme contará a história de Rachel Pacheco (Bruna Surfistinha) a partir do momento em que fugiu da casa dos pais e virou garota de programa.

 

Mas antes mesmo de estrear, o longa já está gerando polêmicas, como mostra o site globo.com. O Ministério da Cultura liberou a produção do filme para captar R$ 4 milhões por meio de mecanismo de renuncia fiscal, ou seja, é como se houvesse uma espécie de isenção de impostos para arrecadar fundos para o projeto. Em outras palavras, o governo cedeu verba para tal finalidade, o que foi criticado por muitos leitores, principalmente pelo teor do longa e pelo fato de a protagonista ser uma prostituta.“Eu não fiquei triste pelos comentários, mas demonstra o preconceito. Por que todos os filmes podem ter patrocínio e o que conta a história de uma garota de programa não pode?”, declarou Rachel respondendo às críticas.

 

Com polêmicas ou não, o filme está previsto para o próximo ano e promete sucesso, assim como todos os trabalhos já realizados de Bruna Surfistinha.



- Postado por: Andressa Moreno às 22h14
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Diga não à soberba!

Fonte: Carnasite.com.br

Dentre os artistas existem aqueles que não se afogam no egocentrismo doentio causado pela fama(ou falta dela) e aproveitam de sua posição de destaque na mídia para, pelo menos tentar, mudar a triste realidade em que vivemos. Claudinha Leite, cantora do Babado Novo, faz parte dessa parcela restrita de famosos que ainda se lembram de suas raízes humildes.

Em seu Blog, Claudinha sempre se preocupou com os jovens, mandando mensagens, os alertando sobre consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sobre a importância do sexo seguro. Fatos que não são muito respeitados em seus shows, pelo público. Porém, a vocalista vai atuar de forma mais direta, agora ela é a estrela principal da campanha contra a prostituição infantil e abuso sexual contra menores, realizada pelo Ministério Público da Bahia.

Claudinha já gravou seu depoimento, um VT e participou da sessão de fotos, quando vestiu a camiseta da campanha. Conciliando com sua agitada vida musical, a artista se encontrará com diversos especialistas



- Postado por: Renato Ogata às 21h56
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Dependências, drogas e prostituição. Uma coisa leva à outra

O ser humano é uma maquina movida por sentimentos. No meio da prostituição, uma forma das pessoas esquecerem a tristeza dos ambiente que elas ganham seu dinheiro, é consumindo alucinógenos, para tentarem fugir da realidade que é dura e sofrível.

 

A dependência no uso de qualquer substancia faz com que a prostituta ache que aquela vida é a mais correta, que pode continuar vivendo assim por muito tempo. Porem, com o tempo ela começa ver que as coisas não mudam e que a droga só a engana cada vez mais, fazendo ela acreditar numa realidade que não existe. Imaginam que assim conseguem desempenhar seu papel corretamente. Muitas vezes tendo que fingir sentir prazer e vontade de estar deitada ao lado de um desconhecido.

 

Muitas vezes a droga é fornecida pelo próprio cliente, que usa desse artifício para que a mulher não fique inibida com a situação.

 

 

Felipe Pugliese Monteiro 

                                                       



- Postado por: Felipe Pugliese às 15h13
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Solitárias

Soltas na rua,

Soltas na vida,

Aos olhos do povo,

A obscenidade vestida,

A dignidade vendida,

A sensualidade escancarada,

Uma realidade tão conhecida.

 

Soltas na noite,

Soltas no frio,

Ferindo o pudor,

O sonho é vazio,

O medo é tardio,

Expostas à violência,

Na conseqüência do mundo vadio.

 

Soltas no nada,

Soltas no escuro,

Vulgarizadas no cotidiano,

Na boca de todos são putas,

Na alma de todas são lutas,

Às vezes a fragilidade da pena,

E geralmente o orgulho assusta.

 

 

Poema de autoria própria

Antonio dos Santos Veiga



- Postado por: Antonio Veiga às 15h32
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Bate-papo com profissional

Como todos sabemos a violência na prostituição não é só apenas uma violência corporal e também mental.

Tivemos contato próximo com prostitutas da rua, com aparências nada sensuais na Pastoral da Mulher Marginalizada.

 

Intimidade à Venda: Você utiliza preservativos ao se relacionar com seu cliente?

Maria(*): Sempre uso, se o cara não quiser usar, eu caio fora. Falo pra ele ir tomar banho primeiro que logo vou, pego minhas coisas e vou embora.

 

Intimidade à Venda: Você tem família? Como ela aceita a sua profissão?

Maria: Tenho, ao todo tenho 5 filhos.Eu saí da minha casa no interior, porque meu marido queria colocar outra em casa, eu não aceitei, não vou passar o resto da minha vida me masturbando e meus filhos verem isso.Hoje moro com um filho, ele sabe da minha profissão, ele tem que aceitar.

 

Intimidade à Venda: Porque as prostitutas são violentadas?

Maria: Elas são violentadas porque aprontam, roubam, tem relação com o tráfico e são exploradas pelos seus cafetões, você acha que ela está segura por ter um cafetão que vai proteger? Jamais. Dentro de quatro paredes é você e o cliente e só!

 

Intimidade à Venda: Porque você escolheu essa profissão?

Maria: Porque eu ganho meu dinheirinho pra comprar minhas coisas, e eu gosto de sair com caras diferente, fazer coisas diferentes.

 

Intimidade à Venda: Você tem algum outro trabalho? Gostar de trabalhar em que?

Maria: Trabalho com limpeza em um escritório, mas meu sonho mesmo é ser gari. Se eu colocasse aquela roupa laranja,  iria abalar!

 

 

(*): Maria não é o nome verdadeiro da profissional, por não querer revelar sua identidade.



- Postado por: Heloísa Resende às 14h02
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Na última segunda-feira, dia 24 de outubro, assisti a uma reportagem exibida no Jornal Hoje pela Rede Globo que mostrava alguns dados sobre a violência sexual contra a criança no Brasil.
E os dados são alarmantes, pois na matéria informa que o número de ligações para o disque denúncia, o "Disque 100", ultrapassa duas mil ligações diárias.

Ou seja, são mais de 2 mil casos registrados por dia em todo o território nacional, veja que este é o número de denúcias, pode ser ainda maior se for levado em consideração casos ainda não denunciados.

O Disque 100 é um serviço do Governo Federal que atende e registra os casos de exploração sexual, depois encaminha aos órgãos competentes do estado ou município.

A exploração sexual infantil é um ato que pode gerar consequências irreparáveis no futuro, levando uma pessoa a ter uma vida cheia de transtornos e problemas psico-sociais. Tal ato deveria ser punido à risca com a mais severa lei do país.

O caso apresentado no Jornal Hoje não fala sobre tráfico de meninas ou exploração sexual, mas sim de abuso sexual cometido pelo próprio pai de duas meninas. Mas se é tão vergonhoso o pai fazendo isso com suas próprias filhas, tão pior é ver que uns ainda usam suas filhas como fonte de renda, através da exploração sexual infantil que eu considero hoje um dos piores crimes que uma pessoa pode cometer, e no mínimo, prisão perpétua deveria ser aplicada nesses casos.



- Postado por: Hilder Rezende às 12h58
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Uma orientação às prostitutas

Segundo notícia do Jornal Destak, distribuídos em diversos pontos da cidade de São Paulo, o Brasil irá lançar um manual para as prostitutas na Europa. O texto “Passaporte para a Liberdade”, criado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) com apoio do governo brasileiro vai dar assistência às prostituas brasileiras ao continente do Velho Mundo. Ato parecido com o da Pastoral da Mulher Marginalizada com as mulheres do centro de São Paulo.

Maria Carolina Marques Ferrancini, consultora da OIT em Milão e uma das autoras do manual, diz que tem como objetivo fazer com que essas mulheres identifiquem seus direitos e reflitam sobre as opções que teriam se fossem livres. Só em Milão há cerca de 400 prostitutas brasileiras e o número de vítimas do tráfico de seres humanos chega a dois milhões por ano.

O manual mostra dicas de como se livrar dos traficantes e dos cafetões e uma das maneiras é tentar denunciar às autoridades locais ou ao consulado. E caso a mulher esteja ilegal no país, é uma chance de legalizar sua situação. A cartilha será distribuída na Itália, França, Espanha, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Portugal, Bélgica e Suíça.



- Postado por: André Gomes às 15h29
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Álcool, drogas e medo

A violência contra a mulher vem aumentando a cada dia, porque algumas pessoas ainda acham que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência, e que os homens são mais fortes e superiores às mulheres. É assim que muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.

Na maioria das vezes, os agressores apontam o álcool, e as drogas como “desculpa” para a agressão feita. Infelizmente em nossa sociedade, algumas famílias criam seus filhos de maneira totalmente diferente. Os meninos para serem “machos” como dizem alguns pais sem a menor instrução. E isso pode começar desde a infância, e acaba sendo para a vida toda em alguns casos.

As mulheres violentadas devem procurar alguma delegacia especialista em atendimento a mulher para conseguirem seus direitos, e se proteger dessa agressão, que às vezes é diária, ou procurar alguma ONG que possa dar algum tipo de auxílio.



- Postado por: Priscilla Antunes às 18h50
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Sonho ou Pesadelo?

As prostitutas geralmente vivem uma situação marginalizada, poucos são as que estão na profissão por livre e espontânea vontade. Entre as causas mais recorrentes que coagem alguém a vender seu corpo está a envoltura com drogas. Em situação de dependência química, e devido ao alto preço dos entorpecentes, a pessoa enxerga na prostituição a sua única alternativa para sanar sua angústia.

No filme Requiem for a Dream, Marion (Jennifer Connelly) é uma adolescente que se torna uma dependente química graças ao namorado, que a abandona numa jornada em busca de mais drogas, quando as mesmas “esgotam” em sua cidade. Desesperada, ela busca diversas alternativas para sustentar seu vício, porém nada dá certo e ela se vê obrigada a vender seu corpo.

Fato é que as drogas infestam boa parte da prostituição, tanto que há uma espécie de acordo entre cafetões e traficantes. Fala-se até em uma lista, com o nome das garotas de programa viciadas, em posse de um suposto chefe que articula todo o processo. Se alguém descobrir o esquema, as donas dos nomes na lista morrem. Difícil imaginar uma solução...

Trailer do filme:

 



- Postado por: Renato Ogata às 21h00
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Elas são princesas

Manu Chao – Me llaman calle

 

“me llaman calle, pisando baldosa
la revoltosa y tan perdida
me llaman calle, calle de noche, calle de día
me llaman calle, hoy tan cansada, hoy tan vacía
como maquinita por la gran ciudad

me llaman calle, me subo a tu coche
me llaman calle de malegría, calle dolida
calle cansada de tanto amar

voy calle abajo, voy calle arriba
no me rebajo ni por la vida
me llaman calle y ése es mi orgullo
yo sé que un día llegará, yo sé que un día vendrá mi suerte
un día me vendrá a buscar, a la salida un hombre bueno
pa toa la vida y sin pagar, mi corazón no es de alquilar

me llaman calle, me llaman calle
calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
me llaman calle, calle más calle
me llaman calle, siempre atrevida

me llaman calle, de esquina a esquina
me llaman calle bala perdida, así me disparó la vida
me llaman calle del desengaño, calle fracaso, calle perdida
me llaman calle la sin futuro
me llaman calle la sin salida

me llaman calle, calle más calle
la de mujeres de la vida
suben pa bajo, bajan para arriba
como maquinita por la gran ciudad

me llaman calle, me llaman calle
calle sufrida, calle tristeza de tanto amar
me llaman calle, calle más calle

me llaman siempre, y a cualquier hora
me llaman guapa siempre a deshora
me llaman puta, también princesa
me llaman calle, es mi nobleza
me llaman calle, calle sufrida, calle perdida de tanto amar...”

 

Essa é a trilha sonora do filme Princesas, do diretor Fernando Léon de Aranoa. Manu chao é ganhador do prêmio de melhor música original. O filme retrata o cenário de vida de duas garotas: uma espanhola de classe média que ignora seu trabalho e outra dominicana que se prostitui na Espanha para sustentar seu filho de 5 anos. Juntas descobrem a amizade e batalham por uma vida melhor.

O longa-metragem mostra o universo da prostituição sem misticismos e sem preconceitos.

 

Confira o trailer do filme:

 



- Postado por: Andressa Moreno às 20h55
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A primeira profissão da humanidade

Não há como negar que nos dias atuais, pessoas que ganham dinheiro através da venda de corpo, passam uma imagem negativa para a sociedade. Porém, poucos são aqueles que sabem que a prostituição é a profissão mais antiga da humanidade.

Essa forma de ganhar a vida, se transformou devido à expansão territorial como um “fenômeno essencialmente urbano”, assim como qualquer outra profissão.

O que estou tentando passar ao leitor, é que a prostituição tem de ser vista como uma forma de sobrevivência do ser humano, e não como a imagem do impuro, da sujeira sexual realizada pó pura vontade ou prazer.

 



- Postado por: Felipe Pugliese às 19h15
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